segunda-feira, 22 de março de 2010

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Estive em catorze rodoviárias e ganhei um panfleto do companheiro de viagem. Só Jesus salva, em letras garrafais e papel sulfite rosa. Li ao som do melhor da música popular brasileira enquanto o motorista falava ao telefone. Ando me lembrando de músicas bregas quando está para chover. Preferia ter dor nas juntas do que não conseguir tirar o Lobão da cabeça. Meu avô pensa que tirei direito. A avó continua com o sorriso e a cuca de queijo mais doces do mundo. Experimentei a terra vermelha, os pés descalços não gostaram. Bandagens e nebacetins e água vegeto-mineral e anti-inflamatórios e ih-isso-tá-feio-vai-consultar-um-médico,mocinha, mas páro por aqui para não enojar vocês, queridos leitores do meu brógui quase fantasmático. Al al al não vou mais pra Portugal, quem sabe case e tenha uma filha Joana e more em Augusto Pestana. Não. Tenho um problema de pesquisa e descobri que ouvir Beirut é uma ótima maneira de procrastinar. Ando passando as madrugadas com Juvenal Antena, Marconi Ferraço e Seu Gonçalo. Simpatizo com o primeiro, me divorciaria do segundo e passaria a vida com o terceiro. Ah, se eu fosse marinheiro. Estou meio sem paciência e com uma bolsa-carteira nova, cheia de amor purinho português. :) . Eis que sou aluna ouvinte-especial do outro mestradito amigo, apesar de ainda não entender as diferenças entre o positivismo de Comte e uma perspectiva não-popperiana da sociologia. Cara de paisagem e caneta esferográfica nova sempre ajudam. Ainda vou comprar um sapato vermelho nesse inverno, pra dançar que nem no conto do Andersen. Se o pé colaborar, claro. A saudade anda docinha, docinha. Acho que tou prazo e passagem comprada pra decidir a vida, ao menos pro lado de fora. Ganhei um cactus que tem flores, flo-res, já viu? Rosinhas vermelhas, lindas. Espero que sejam mais resistentes que meu famigerado bonsai, porque tudo que é sólido desmancha no ar. Bem assim, ó. Feito notícia no vento. Viu? Já foi. Uhum.